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Mostrando postagens de dezembro, 2025

O erro de escrever para o algoritmo: como escritores independentes podem vender mais sem perder leitores

 Nos últimos anos, a palavra “algoritmo” passou a frequentar com insistência as conversas entre escritores independentes. Ele aparece como ameaça, como promessa, como mistério e, muitas vezes, como bode expiatório. Quando um livro não vende, culpa-se o algoritmo. Quando um post não alcança leitores, culpa-se o algoritmo. Quando alguém tem sucesso, supõe-se que “aprendeu a jogar o jogo do algoritmo”. Nesse cenário, um erro silencioso se espalhou: escritores passaram a escrever para o algoritmo, e não com consciência do algoritmo . A diferença entre essas duas posturas é sutil, mas decisiva — e costuma separar projetos que crescem de projetos que se esgotam rapidamente. Escrever para o algoritmo parece, à primeira vista, uma atitude pragmática. O autor pesquisa palavras-chave, observa tendências, replica formatos que “funcionam” e adapta sua escrita para agradar sistemas de recomendação. O problema é que algoritmos não leem livros, não se emocionam com histórias e não constroem carr...

Ficção ou não-ficção: o que realmente forma uma pessoa culta?

  A cultura não se constrói apenas com datas históricas ou teorias científicas; ela se constrói com a compreensão da condição humana, com empatia, sensibilidade e capacidade de questionar valores e ideias. A leitura é muitas vezes considerada o reflexo do intelecto, do gosto e da cultura de uma pessoa. Porém, entre leitores, críticos e formadores de opinião, circula uma ideia que merece questionamento: a de que ler ficção seria, de alguma forma, menos válido do que ler não-ficção. Existe um certo elitismo literário que desvaloriza romances, contos, literatura fantástica e narrativas imaginativas, como se elas fossem supérfluas diante de ensaios, biografias, textos acadêmicos ou tratados históricos. Esse preconceito sugere que apenas quem lê textos “sérios” estaria realmente cultivando sua inteligência e se tornando uma pessoa culta. Mas essa é uma visão limitada e que ignora o poder transformador da ficção. É inegável que a não-ficção oferece informações concretas sobre o mundo: a...

Persistência e escrita: histórias de autores que transformaram desafios em sucesso

 A escrita, para muitos, é tanto uma vocação quanto um desafio.   Para os autores independentes e profissionais, o caminho até o reconhecimento nem sempre é linear. O que une a maioria dos escritores que alcançaram destaque não é apenas talento, mas a capacidade de persistir diante de obstáculos, de continuar escrevendo mesmo quando os fracassos e recusas pareciam intermináveis. Conhecer essas trajetórias pode servir como inspiração e guia para aqueles que ainda buscam seu espaço no mundo literário. Considere J.K. Rowling , autora da saga Harry Potter. Antes de se tornar uma das escritoras mais conhecidas do planeta, Rowling enfrentou dificuldades profundas. Viúva precoce, mãe solteira e vivendo com benefícios sociais, ela escrevia em cafés, muitas vezes com pouco mais do que uma caneta e papel, tentando dar forma a uma história que, para muitos, poderia parecer impossível de publicar. Ao longo de vários anos, ela submeteu seu manuscrito a múltiplas editoras e recebeu di...