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Mostrando postagens de janeiro, 2026

VEM LANÇAMENTO POR AÍ! Salve a data: 06 de junho de 2026.

  SINOPSE: Mavet é um reino sufocado pela tirania. Em meio ao deserto, a violência dita as regras, e a esperança parece definhar a cada dia. Tamara nasceu escrava — mas seu espírito indomável se recusa a aceitar o mundo como ele é. Criada sob a opressão, ela alimenta o sonho de encontrar um lugar onde não haja servidão nem escassez, apenas justiça e paz. Quando um homem misterioso cruza seu caminho, Tamara acredita estar apenas mudando de dono. O que ela não imagina é que esse encontro a conduzirá por caminhos capazes de alterar não apenas o seu destino, mas o equilíbrio de todo um reino. Entre perdas irreversíveis, alianças incertas e escolhas que cobram um preço alto, Cicatrizes & Tronos é uma história sobre resistência, coragem e o custo de se recusar a viver de joelhos. Salve a data:  06 de junho de 2026 Não deixe de conferir o Booktrailer no Youtube: C icatrizes & Tronos Mais detalhes por aqui em breve!

O que ninguém te conta sobre o processo de escrever um livro

 Há uma imagem persistente sobre o processo de escrever um livro que raramente corresponde à realidade. Ela costuma envolver inspiração constante, clareza absoluta desde a primeira página, prazer contínuo e uma sensação quase mística de “estar no caminho certo”. Essa imagem é repetida em entrevistas, redes sociais e discursos públicos, não necessariamente por má-fé, mas porque o que sustenta a narrativa do escritor costuma ser o resultado final, não o percurso. O que quase ninguém conta é que escrever um livro é, na maior parte do tempo, uma experiência desconfortável, confusa e profundamente silenciosa. E é justamente por isso que tantos desistem no meio do caminho. O primeiro ponto pouco dito é que a ideia inicial raramente sobrevive intacta ao processo. Aquilo que parece brilhante na concepção costuma se mostrar insuficiente, raso ou inviável quando confrontado com a necessidade de sustentar dezenas ou centenas de páginas. A escrita expõe fragilidades conceituais. Um personagem...

Bastidores do mercado editorial: quanto autores realmente ganham e como funciona a publicação de livros

 Falar sobre os bastidores do mercado editorial costuma gerar desconforto. Não porque o assunto seja complexo demais, mas porque ele desmonta expectativas que foram cuidadosamente construídas ao redor da figura do autor. Durante muito tempo, criou-se uma narrativa quase mítica sobre escrever e publicar livros, como se o simples ato de lançar uma obra fosse suficiente para garantir retorno financeiro, reconhecimento ou estabilidade. A realidade, no entanto, é menos sedutora e muito mais instrutiva. Entender como o mercado editorial realmente funciona não diminui o valor da literatura; ao contrário, devolve ao escritor a possibilidade de fazer escolhas conscientes, informadas e alinhadas com seus próprios objetivos. Uma das perguntas mais recorrentes entre quem escreve é quanto, afinal, um autor ganha por cada livro vendido. A resposta curta é: depende. A resposta honesta é: quase sempre menos do que se imagina. Em contratos tradicionais, a média de royalties gira entre 8% e 12% do ...

Literatura contemporânea e o retorno ao essencial

 Nos últimos anos, tornou-se quase inevitável falar de literatura a partir da ideia de ruptura. Ruptura com formas tradicionais, com estruturas narrativas consolidadas, com expectativas do leitor, com noções de linearidade, pertencimento e até de realidade compartilhada. Durante um longo período, o discurso dominante foi o da urgência: urgência de denunciar, de desconstruir, de provocar, de chocar, de responder a um mundo percebido como permanentemente em crise. Essa literatura, em muitos momentos necessária e legítima, acabou por criar também um ambiente de saturação. Saturação temática, emocional e estética. É nesse contexto que começa a se delinear, de forma menos ruidosa e mais orgânica, um movimento de retorno às raízes — não como retrocesso, mas como recalibração. Esse retorno não acontece por manifesto, nem por consenso explícito entre autores ou editoras. Ele se manifesta de maneira difusa, quase silenciosa, no interesse crescente por narrativas que valorizam o cotidiano, ...