Nos últimos anos, a palavra “algoritmo” passou a frequentar com insistência as conversas entre escritores independentes. Ele aparece como ameaça, como promessa, como mistério e, muitas vezes, como bode expiatório. Quando um livro não vende, culpa-se o algoritmo. Quando um post não alcança leitores, culpa-se o algoritmo. Quando alguém tem sucesso, supõe-se que “aprendeu a jogar o jogo do algoritmo”. Nesse cenário, um erro silencioso se espalhou: escritores passaram a escrever para o algoritmo, e não com consciência do algoritmo . A diferença entre essas duas posturas é sutil, mas decisiva — e costuma separar projetos que crescem de projetos que se esgotam rapidamente. Escrever para o algoritmo parece, à primeira vista, uma atitude pragmática. O autor pesquisa palavras-chave, observa tendências, replica formatos que “funcionam” e adapta sua escrita para agradar sistemas de recomendação. O problema é que algoritmos não leem livros, não se emocionam com histórias e não constroem carr...
A página em branco é, sem dúvida, um dos maiores inimigos de qualquer escritor. O simples ato de olhar para aquela tela vazia ou para o papel sem uma única palavra escrita pode ser aterrador. A ansiedade toma conta, o bloqueio criativo se instala, e a sensação de que nada do que você tem a dizer é bom o suficiente começa a dominar sua mente. Mas o que exatamente é esse medo? Por que ele surge e, mais importante, como enfrentá-lo? O medo da página em branco é algo que todos os escritores enfrentam, independentemente de sua experiência ou habilidade. Esse temor não vem da falta de ideias, mas da pressão interna de criar algo perfeito, algo que ressoe com os leitores e que seja digno de ser lido. Na verdade, o que realmente causa o medo não é a página em branco, mas as expectativas que colocamos sobre nós mesmos. A Busca pela Perfeição Muitos de nós, escritores, somos vítimas de um mito: o mito de que, ao sentar-se para escrever, as palavras fluem de forma espontânea e perfeita. Esp...